Tatu na Trilha Ecoturismo - Vale do Capão

 

 Tel : 75 33441124 Contato : Tatu na Trilha Ecoturismo   Agência Certificada (182-018/10) pela ABNT/INMETRO para o roteiro do Vale do Pati.

 

Escolha seu roteiro

  • Trekking itinerante de vários dias com hospedagem em casa de nativos dentro do Parque nacional, no Vale do Pati. Dois níveis de dificuldade, média alta (A) e média (B).

  • Excursões e caminhadas nos principais atrativos naturais a partir de Caeté-Açu, a vila do Capão . Cada roteiro tem uma duração de 1 dia completo. Saídas diárias a partir da sede da agência na pousada Tatu Feliz, na Vila de Capão. Ver detalhes da pousada: pousada Tatu Feliz


A - VALE DO CAPÃO - VALE DO PATI - CAPÃO  :  3 ou 4  DIAS

 

TEMPO DE CAMINHADA : 6 A 7  HORAS  EM MÉDIA POR DIA. BOA CONDIÇÃO FÍSICA NECESSÁRIA

NÍVEL DE DIFICULDADE : MÉDIO ALTO

ROTEIRO INTEGRALMENTE REALIZADO DENTRO DO PARQUE NACIONAL COM VOLTA NO CAPÃO

Resumo:

1°dia: Capão, Gerais do Vieira, Cachoeira dos Cristais, Gerais do Rio Preto, Rampa do Pati, Vale do Pati

            2° dia: Cachoeira dos Funis e Prefeitura, Poço da Árvore

            3° dia: Vale do Calixto, Baixa Funda, Toca do Gaúcho, Rio Ancorados, Bomba

            4° dia opcional: Cachoeirão por cima

Descritivo:

Dia 1 : Capão / Vale do Pati. 7 a 8 horas de caminhada . Saída às 08hs de carro traçado da agência até a vila do Bomba, início da trilha do Pati; atravessa os Gerais do Vieira, grandes extensões planas percorridos por vários rios com cachoeiras. Estes altiplanos foram usados como pasto e garimpo de ouro durante décadas. Lanche e banho na Cachoeira dos Cristais. Segue pela trilha dos tropeiros, lindo visual sobre o conjunto da serra do Sincorá. Vegetação de campo rupestre, plantas insetívoras, orquídeas e sempre-viva (Paepalanthus). Ocorrência do Gavião pé de Serra. Alojamento em casa de nativos no Pati de cima , quartos e banheiros coletivos.

Dia 2 : Cachoeira dos Funis, Prefeitura. 5 á 6 horas de caminhada. Depois do café da manhã bem caprichado com produtos da roça, vamos pela floresta densa num percurso de ume hora e meia até a Cachoeira dos Funis. O conjunto de duas quedas d´água impressiona, rodeado de matas primitivas. Seguimos o roteiro vale abaixo até alcançar a antiga prefeitura do Pati na beira do rio. O imóvel restaurado oferece belo visual sobre as falésias do morro dos Dedos. Várias casas de nativos se espalham nos arredores. Aproveitamos para visitar o Poço da Árvore, bela piscina natural e cachoeira no meio da mata. Jantar e segunda noite.

 

Dia 3 : Vale do Calixto. Toca do Gaucho. Rio Ancorados. Capão. 7 a 8 horas de caminhada. O vale do Calixto apresenta uma densa floresta nativa e duas belas cachoeiras para banho e relaxamento. Presença do macaco Barbado (Bujio). Subimos na mata até alcançar os gerais, um belo ponto de vista sobre a Baixa Funda (zona intangível do parque) e seguimos para o norte até a Toca do Gaucho. Chegada no Capão no final da tarde, 18h00.

 

Dia 4 (opcional): Cachoeirão de Cima, Prefeitura. 5 á 6 horas de caminhada. O maior cãnion do Pati recebe a majestosa cachoeira de 220 metros de altura conhecida como Cachoeirão. Lanche no local, banho.

 

B - VALE DO CAPÃO - VALE DO PATI - VILA DE GUINÉ  :  3 ou 4  DIAS

 

TEMPO DE CAMINHADA : 5 A 6  HORAS  EM MÉDIA POR DIA. BOA CONDIÇÃO FÍSICA NECESSÁRIA

NÍVEL DE DIFICULDADE : MÉDIO

ROTEIRO COM SAÍDA PELA VILA DO GUINÉ E VOLTA DE CARRO PARA PALMEIRAS E CAPÃO

Resumo:

1°dia: Capão, Gerais do Vieira, Cachoeira dos Cristais, Gerais do Rio Preto, Rampa do Pati, Ruinha

            2° dia: Cachoeira dos Funis e Prefeitura

            3° dia: Serra do Esbarrancado, Beco do Guiné. Carro de volta para Palmeiras ou Capão

Descritivo:

Dia 1 : Capão / Vale do Pati. 7 a 8 horas de caminhada . Saída às 08hs de carro traçado da agência até a vila do Bomba, início da trilha do Pati; atravessamos os Gerais do Vieira, grandes extensões planas percorridas por vários rios com cachoeiras. Estes altiplanos foram usados como pasto e garimpo de ouro durante décadas. Lanche e banho na Cachoeira dos Cristais. Seguimos pela trilha dos tropeiros, lindo visual sobre o conjunto da serra do Sincorá. Vegetação de campo rupestre, plantas insetívoras, orquídeas e sempre-viva (Paepalanthus). O alojamento é feito em casa de nativos no Pati de Cima.

Dia 2 : Cachoeira dos Funis, Prefeitura. 5 á 6 horas de caminhada. Depois do café da manhã bem caprichado com produtos da roça, vamos pela floresta densa num percurso de ume hora e meia até a Cachoeira dos Funis. O conjunto de duas quedas d´água impressiona, rodeado de matas primitivas. Seguimos o roteiro vale abaixo até alcançar a antiga prefeitura do Pati na beira do rio. O imóvel restaurado serve de hospedagem e oferece belo visual sobre as falésias do morro dos Dedos. Várias casas de nativos se espalham nos arredores. Jantar e segunda noite.

 

Dia 3 : Serra do Esbarrancado, Beco, Vila de Guiné.  4 a 5 horas de caminhada. Hoje atravessamos os imensos gerais até encostar na cordilheira do Esbarrancado e a passagem do Beco que nós dá acesso á Vila do Guiné, a cordilheira oeste do parque nacional. Lanche na passagem do rio Preto. O carro da agência leva o grupo até Palmeiras ou Capão em duas horas e meia.

 

Veja também "Todas as Trilhas da Chapada" com mapas e a "Travessia do Parque Nacional de norte a sul, 120km de caminhada"

 

Política de Segurança da agência "Tatu na Trilha Ecoturismo"

A agência "Tatu na Trilha" procura oferecer e fomentar as atividades de turismo de aventura dentro e ao redor do Parque Nacional da Chapada Diamantina (BAHIA) com a máxima segurança para seus clientes e o compromisso de melhorar as condições ambientais e sociais desta Unidade de Conservação.Para alcançar este objetivo a empresa trabalha nos seguintes aspectos:

  • Identificação e análise dos riscos para todas as pessoas envolvidas nas operações, colaboradores e clientes com a finalidade de minimizar a probabilidade de acidentes e incidentes.
  • Satisfação dos clientes no que se refere aos serviços prestados e interação com as populações locais, seus costumes e tradições.
  • Minimizar os impactos ambientais e sociais tendo sempre em mente uma conduta responsável em ambiente natural, mais ainda sendo uma unidade de conservação. As boas práticas consagradas de segurança e comportamento são um fio condutor para alcançar a minimização dos impactos
  • Atender as legislações vigentes relacionadas ao meio ambiente e segurança das atividades ao nível municipal, estadual e federal.
  • Melhoria contínua da qualidade e segurança dos serviços oferecidos

Os trekkings são realizados com guias experientes, formados para dar informações sobre fauna, flora e cultura regional. O briefing com o guia é obrigatório e deve ser realizado na sede da agência na véspera da saída. Material de apoio utilizado : binóculos para observação da fauna e da flora, mapas para identificação dos roteiros e elementos geográficos, kit de primeiro socorro. Grupos de no máximo 8 pessoas .

Material necessário para caminhadas longas

Lanterna com pilhas novas + troca

Casaco impermeável ou capa de chuva

Tennis confortável ou sapato de caminhada

Mochila de ataque (30 a 40 litros)

Roupa de banho

Trocas de roupa, meias (número de dias na trilha +2 pares)

Protetor solar + boné + óculos escuros

Papel higiênico, toalha pequena

Cantil ou garrafa pet

Chinelo para noite

Moletom de maio a setembro

Mini farmácia individual (band aid, álcool iodado, gaze).

Informar a agência em caso de dependência a medicamentos ou problemas de saúde

 

 Tel : 75 33441124 Contato : Tatu na Trilha Ecoturismo

 

Excursões e caminhadas leves de um dia nos principais atrativos naturais a partir do Vale do Capão

Cachoeira da Fumaça e Cachoeira do Riachinho. 4 a 5 horas de caminhada de dificuldade média com um duplo desnível de 300 metros.

 

O início da trilha que leva a uma das maiores quedas d'água do Brasil, com 340 metros de queda livre fica nos Campos, perto da Vila.  A região abriga uma flora riquíssima de bromélias (Aechmea) orquídeas e cactos assim como o mocó (Kerodon rupestre), pequeno roedor de campo rupestre. Em época de estiagem, de setembro a dezembro, a cachoeira fica com pouca água e o vento leva de volta as gotinhas formando a famosa "fumaça". Uma opção para os mais preparados é chegar na frente da queda d´água, na trilha do Palmital. Na volta, visita a Cachoeira do Riachinho para banho e relaxamento. Volta para a Vila de Caeté-Açú no fim da tarde.

Cachoeira do Rio Preto, Corredeira das Rodas. 3 a 4 horas de caminhada de nível fácil a moderado

 

O Rio Preto é o maior rio da região, sua nascente fica no cume do Parque Nacional. A abundancia das águas criou um belo cenário de blocos graníticos revirados, cachoeiras e poços.

Um belo passeio que serpenteia pelas areias das antigas trilhas dos tropeiros, vegetação de Caatinga, cactos e plantas "de cheiro".Visitamos antigos garimpos de diamante com as tocas que foram moradas dos garimpeiros. Uma bela cachoeira e um poço gigante no final da descida pelo leito do rio. Volta de tarde a Vila de Caeté Açu, passando pela corredeira das Rodas onde funcionavam antigamente rodas d´água para o beneficiamento da farinha e do café.

 

 

Gerais do Vieira com Ancorados e cachoeira dos Cristais. 5 a 6 horas de nível moderado.

 

De carro traçado até a vila do Bomba, último casario no final do Vale do Capão. A trilha sobe nas escarpas do Morro da Moitinha e atravessa parte dos Gerais do Vieira, planalto de grande beleza onde se avista as serras do Vale do Pati. Umas pedras enormes caídas das encostas formam jardins suspensos. Estes altiplanos foram usados como pasto e garimpo de ouro durante décadas. Parada para banho e lanche no rio Ancorados, afluente do rio Roncador. Travessia dos Gerais até a cachoeira dos Cristais com belo visual para o vale do Pati. Banho com direito a massagem natural na queda d'água protegida por uma densa mata.  Chegada à vila prevista para o final da tarde, trajeto de volta de carro (10 km).

 

 

Morrão, Águas Claras e Vila de Conceição dos Gatos. 5 a 6 horas de caminhada de nível moderado num percurso de 12km.

 

De carro até a comunidade das Campinas onde se atravessa o Riachinho para descobrir a antiga trilha dos tropeiros que segue até Lençois. Correndo de gerais em baixadas úmidas a trilha se aproxima do espetacular monolíto chamado Morrão (Monte Tabor). A percepção muda toda hora, a gente se sente bem pequena no pé do gigante. A nascente do rio Mucugezinho oferece um belo banho no lugar chamado Águas Claras. Depois do descanso seguimos dando a volta do Morrão e descendo para a pequena vila de Conceição dos Gatos onde outra bela cachoeira nos aguarda (Boa Vista) além de uma comunidade acolhedora com casa de farinha em funcionamento. Almoço nativo possível na comunidade. Resgate de carro no fim da tarde.

 

Veja no Google Earth a situação geral do Vale do Capão com trilhas e principais pontos de referência (tem que ter instalado o programa Google Earth no seu computador) e assista um vídeo de apresentação dos roteiros :You Tube   Entre em contato para se informar sobre tarifas dos trekkings, datas e  grupos já formados, aproveite as tarifas de grupo.

COMO CHEGAR AQUI - TRANSPORTES

ÔNIBUS

  • Salvador - Chapada Diamantina / Vale do Capão

Rodoviária de Salvador, destino Seabra, descer em Palmeiras

Salvador Palmeiras Palmeiras Salvador
Saída Chegada Saída Chegada
23h00 06h30 06h30 14h00
07h00 14h30 12h15 19h30
16h30 00h30 22h30 06h00

 

Em Palmeiras carros coletivos levam os passageiros até o Vale do Capão, parada na praça à 50m da pousada Tatu Feliz (não tem carro na chegada das 00h30). 40 minutos de viagem, R$ 10,00 por pessoa. Traslado de volta a partir da praça.

 

CARRO . A partir de Salvador, seguir até Feira de Santana e em seguida a BR 116 até o entroncamento da BR 242 ( Salvador / Brasília ). Seguir até Itaberaba. Continuar até a entrada de Palmeiras, 20 km de estrada de terra em bom estado até o vale do Capão.

 

AVIÃO

Aeroporto Horácio de Mattos (Tanquinho) A 60 km de Lençóis. Vôo a partir de Salvador com a Trip Linhas Aéreas. Quinta e domingo, consultar a companhia aérea para o tarifário.

Veja no Google Earth a situação geral da parte Norte do Parque Nacional e também do Vale do Capão com trilhas e principais pontos de referência (tem que ter instalado o programa Google Earth no seu computador)     

 

COMENTÁRIOS DE CLIENTES

Bom dia Liz, Claude,
 
Gostaria de agradecer por tudo. Adorei a pousada, o serviço e a atenção que vcs me deram.
Os três dias no Pati foram demais. A estadia em casa da D. Raquel foi perfeita, principalmente a comida.
A integração do grupo foi ótima e adoramos o trabalho de Stephan.
 
Muito obrigado
Abraços
Arlei Nascimento - 08/2012

 

Prezados amigos do Tatu na Trilha,

Gostaria de agradecer o apoio operacional que recebemos na semana passada durante a Travessia do Vale do Paty.

A travessia foi muito bem organizada. Tudo correu bem. Os horários foram cumpridos e todos os participantes foram muito cordiais e profissionais.

Gostaria também de tecer um elogio especial ao guia Jean Conde. Ele se mostrou um EXCELENTE profissional.

Um homem responsável, culto, simpático, consciente, seguro e muito profissional.

Fez um ótimo breafing antes do início da caminhada. Respeitou o nosso ritmo de caminhada, manteve o grupo unido e nos apoiou em tudo o que precisamos.

Foram ótimos dias de convivência onde aprendemos muita história e conhecemos lugares lindíssimos.

Sempre com calma e segurança, que são fundamentais para o sucesso de uma atividade repleta de surpresas e relativo perigo.

Estando também os cumprimentos a todos os que nos ajudaram direta ou indiretamente nesta aventura: D.Raquel e seus muitos filhos , Jóia, colaboradores do Tatu na Trilha e demais amigos que contribuíram para o sucesso desta empreitada. No mais... Fica o meu abraço, o coração apertado por deixá-los e o gostinho de quero mais.

Espero revê-los em breve em uma nova aventura.

Um grande abraço a todos

Luiz Flávio Esteves (SP)   

 

O VALE DO CAPÃO

 A vila de Caeté-Açú (distrito de Palmeiras) concentra os serviços e a maior parte da população do Vale do Capão. Ela soube preservar seu aspecto e charme originais em torno da pequena igreja e do "coreto" erguido pelos próprios moradores para uso coletivo. As numerosas associações (Pais e mestres, Apicultura, Guias) e grupos como o Circo do Vale, o Coral e a Capoeira sustentam um calendário repleto de apresentações e reuniões públicas, assim como um radiante sentimento de pertencer a uma comunidade ativa.

O Vale do Capão vem se preparando há muitos anos para receber visitantes e incorporou a dimensão da sustentabilidade no seu crescimento.

O Vale foi durante décadas o provedor de café, bananas e serviços para os garimpeiros que trabalhavam nas serras próximas. Os anos 1920/1930 foram certamente o auge das atividades ligadas ao garimpo de diamante. A comunicação da época se dava principalmente pela trilha calçada de pedras Guiné / Volta da Serra / Sitio Novo / Capão / Lençóis; os tropeiros asseguravam a circulação das mercadorias numa linha Norte / Sul saindo de  Minas Gerais até Juazeiro. Os mais velhos como Seu João (Pai de Medinho) e Seu Anízio (Pai do famoso Palito) contam os feitos e desfeitos que caracterizavam a época.

O fim do ciclo do diamante e a queda dos preços do café mergulharam o vale numa longa recessão. Os anos 70 e 80 foram sinônimos de emigração para São Paulo á procura de trabalho e melhores condições de vida. A chegada a partir do anos 80 de novos moradores oriundos da cidade e a procura de uma vida natural (comida integral, fenômeno comunitário, cura natural, espiritualidade) foi um elemento decisivo na recuperação do crescimento local. Esses novos moradores trouxeram idéias e comportamentos novos. Aos poucos a integração cultural e a cooperação entre eles e a população nativa mudou o rumo do Capão. As novas perspectivas trouxeram de volta os familiares exilados em São Paulo gerando um crescimento da população e novos empreendimentos.

A nova fase de  desenvolvimento do Vale e da região se deve a perfeita adequação do quadro natural e humano ao ecoturismo de hoje. A ausência de  grandes empreendimentos turísticos e o surgimento de unidades hoteleiras de pequeno e médio porte preservam o ambiente rural. O Vale atrai pessoas que procuram uma dimensão cultural e ecológica, assegurando ao desenvolvimento local uma escala humana para um turismo de qualidade e respeito.